18 de dezembro de 2009

Eu já disse hoje...

... que estou gostando de gostar de você?

... que adoro teus beijos e abraços polvísticos?

... que é bom te ter na minha vida?

... que adoro o jeito que tu cuida de mim?

... que tu é especial demais?

"Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido..."

1 de novembro de 2009

E agora, José?

A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? e agora, José?
Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?
E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora?
Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora?
se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse... Mas você não morre, você é duro, José!
Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade

25 de outubro de 2009

Divagação sobre as ilhas de Carlos Drummond de Andrade

Quando me acontecer alguma pecúnia, passante de um milhão de cruzeiros, compro uma ilha; não muito longe do litoral, que o litoral faz falta; nem tão perto, também, que de lá possa eu aspirar a fumaça e a graxa do porto. Minha ilha (e só de a imaginar já me considero seu habitante) ficará no justo ponto de latitude e longitude que, pondo-me a coberto dos ventos, sereias e pestes, nem me afaste demasiado dos homens nem me obrigue a praticá-los diuturnamente. Porque esta é a ciência e, direi, a arte do bem viver; uma fuga relativa, e uma não muito estouvada confraternização.

De há muito sonho esta ilha, se é que não a sonhei sempre. Se é que a não sonhamos sempre, inclusive os mais agudos participantes. Objetais-me: “Como podemos amar as ilhas, se buscamos o centro mesmo da ação?” Engajados, vosso engajamento é a vossa ilha, dissimulada e transportável. Por onde fordes, ela irá convosco. Significa a evasão daquilo para que toda alma necessariamente tende, ou seja, a gratuidade dos gestos naturais, o cultivo das formas espontâneas, o gosto de ser um com os bichos, as espécies vegetais, os fenômenos atmosféricos. Substitui, sem anular. Que miragens vê o iluminado no fundo de sua iluminação?... Supõe-se político, e é um visionário. Abomina o espírito de fantasia, sendo dos que mais o possuem. Nessa ilha tão irreal, ao cabo, como as da literatura, ele constrói a sua cidade de ouro, e nela reside por efeito da imaginação, administra-a, e até mesmo a tiraniza. Seu mito vale o da liberdade nas ilhas. E, contentor do mundo burguês, que outra coisa faz senão aplicar a técnica do sonho, com que os sensíveis dentre os burgueses que se acomodam à realidade, elidindo-a?

A ilha que traço agora a lápis neste papel é materialmente uma ilha, e orgulha-se de sê-lo. Pode ser abordada. Não pode ser convertida em continente. Emerge do pélago com a graça de uma flor criada para produzir-se sobre a água. Marca assim o seu isolamento, e como não tem bocas de fogo nem expedientes astuciosos para rechaçar o estrangeiro, sucede que este isolamento não é inumano. Inumano seria desejar, aqui, dos morros litorâneos, um cataclismo que sovertesse tão amena, repousante, discreta e digna forma natural, inventada para as necessidades de ser no momento exato em que se farta de seus espelhos, amigos como inimigos.

E por que nos seduz a ilha? As composições de sombra e luz, o esmalte da relva, a cristalinidade dos regatos — tudo isso existe fora das ilhas, não é privilégio dela. A mesma solidão existe, com diferentes pressões, nos mais diversos locais, inclusive os de população densa, em terra firme e longa. Resta ainda o argumento da felicidade — “aqui eu não sou feliz”, declara o poeta, para enaltecer, pelo contraste, a sua Pasárgada: mas será que se procura realmente nas ilhas uma ocasião de ser feliz, ou um modo de sê-lo? E só se alcançaria tal mercê, de índole extremamente subjetiva, no regaço de uma ilha, e não igualmente em terra comum?

Quando penso em comprar uma ilha, nenhuma dessas excelências me seduz mais que as outras, nem todas juntas constituem a razão de meu desejo. Sou pouco afeiçoado à natureza, que em mim se reduz quase que a uma paisagem moral, íntima, em dois ou três tons, só que latejante em todas as partículas. A solidão, carrego-a no bolso, e nunca me faltou menos do que quando, por obrigações de ofício, me debruçava incessantemente sobre a vida dos outros. E felicidade não é em rigor o que eu procuro. Não. Procuro uma ilha, como já procurei uma noiva.

A ilha me satisfaz por ser uma porção curta de terra (falo de ilhas individuais, não me tentam aventuras marajoaras), um resumo prático, substantivo, dos estirões deste vasto mundo, sem os inconvenientes dele, e com a vantagem de ser quase ficção sem deixar de constituir uma realidade. A casa de campo é diferente. A continuidade do solo torna-a um pobre complemento dessas propriedades individuais ou coletivas, públicas ou particulares, em que todo o desgosto, toda a execrabilidade, toda a mesquinhez da coisa possuída, taxada, fiscalizada, trafegada, beneficiada, herdada, conspurcada, se nos apresenta antes que a vista repare em qualquer de seus eventuais encantos. A casa junto ao mar, que já foi razoável delícia, passou a ser um pecado, depois que se desinventou a relação entre homem, paisagem e moradia. Tudo forma uma cidade só, torpe e triste, mais triste talvez que torpe. O progresso técnico teve isto de retrógrado: esqueceu-se completamente do fim a que se propusera, ou devia ter-se proposto. Acabou com qualquer veleidade de amar a vida, que ele tornou muito confortável, mas invisível. Fez-se numa escala de massas, esquecendo-se do indivíduo, e nenhuma central elétrica de milhões de kw será capaz de produzir aquilo de que precisamente cada um de nós carece na cidade excessivamente iluminada: uma certa penumbra. O progresso nos dá tanta coisa, que não nos sobra nada nem para pedir nem para desejar nem para jogar fora. Tudo é inútil e atravancador. A ilha sugere uma negação disto.

A ilha deve ser o quantum satis selvagem, sem bichos superiores à força e ao medo do homem. Mas precisa ter bichos, principalmente os de plumagem gloriosa, com alguns exemplares mais meigos. As cores do cinema enjoam-nos do colorido, e só uma cura de autenticidade nos reconciliará com os nossos olhos doentes. Já que não há mais vestidos de cores puras e naturais (de que má pintura moderna se vestem as mulheres do nosso tempo?), peçamos a araras e periquitos, e a algum suave pássaro de colo mimoso, que nos propiciem as sensações delicadas de uma vista voluptuosa, minudente e repousada.

Para esta ilha sóbria não se levará bíblia nem se carregarão discos. Algum amigo que saiba contar histórias está naturalmente convidado. Bem como alguma amiga de voz doce ou quente, que não abuse muito dessa prenda. Haverá pedras à mão — cascalho miúdo — que se possa lançar ao céu, a título de advertência, quando demasiada arte puser em perigo o ruminar bucólico da ilha. Não vejo inconveniente na entrada sub-reptícia de jornais. Servem para embrulho, e nas costas do noticiário político ou esportivos há sempre um anúncio de filme em reprise, invocativo, ou qualquer vaga menção a algum vago evento que, por obscuro mecanismo, desperte em nós fundas e gratas emoções retrospectivas. Nossa vida interior tende à inércia. E bem-vinda é a provocação que lhe avive a sensibilidade, impelindo-a aos devaneios que formam uma crônica particular do homem, passada muitas vezes dentro dele, somente, mas compensando em variedade ou em profundeza o medíocre da vida social.

Serão admitidos poetas? Em que número? Se foram proscritos das repúblicas ideais e das outras, pareceria cruel bani-los também da ilha de recreio. Contudo, devem comportar-se como se poetas não fossem: pondo de lado os tiques profissionais, o tecnicismo, a excessiva preocupação literária, o misto de esteticismo e frialdade que costuma necrosar os artistas. Sejam homens razoáveis, carentes, humildes,inclinados à pesca e à corrida a pé, saibam fazer alguma coisa simples para o estômago, no fogão improvisado. Não levem para a ilha os problemas de hegemonia e ciúme.

Por aí se observa que a ilha mais paradisíaca pede regulamentação e que os perigos da convivência urbana estão presentes. Tanto melhor, porque não se quer uma ilha perfeita, senão um modesto território banhado de água por todos os lados e onde não seja obrigatório salvar o mundo. A idéia de fuga tem sido alvo de crítica severa e indiscriminada nos últimos anos, como se fosse ignominioso, por exemplo, fugir de um perigo, de um sofrimento, de uma caceteação. Como se devesse o homem consumir-se numa fogueira perene, sem carinho para com as partes cândidas ou pueris dele mesmo, que cumpre preservar principalmente em vista de uma possível felicidade coletivista no futuro. Se se trata de harmonizar o homem com o mundo, não se vê porque essa harmonia só será obtida através do extermínio generalizado e da autopunição dos melhores. Pois afinal, o que se recomenda aos homens é apenas isto: “Sejam infelizes, aborreçam o mais possível aos seus semelhantes, recusem-se a qualquer comiseração, façam do ódio um motor político. Assim atingirão o amor.” Obtida a esse preço a cidade futura, nela já não haveria o que amar.

Chega-se a um ponto em que convém fugir menos da malignidade dos homens do que da sua bondade incandescente. Por bondade abstrata nos tornamos atrozes. E o pensamento de salvar o mundo é dos que acarretam as mais copiosas — e inúteis — carnificinas.

Estas reflexões descosidas procuram apenas recordar que há motivos para ir às ilhas, quando menos para não participar de crimes e equívocos mentais generalizados. São motivos éticos, tão respeitáveis quanto os que impelem à ação o temperamento sôfrego. A ilha é meditação despojada, renúncia ao desejo de influir e de atrair. Por ser muitas vezes uma desilusão, paga-se relativamente caro. Mas todo o peso dos ataques desfechados contra o pequeno Robinson moderno, que se alongou das rixas miúdas, significa tão-somente que ele tinha razão em não contribuir para agravá-las. Em geral, não se pedem companheiros, mas cúmplices. E este é o risco da convivência ideológica. Por outro lado, há um certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.

A ilha é, afinal de contas, o refúgio último da liberdade, que em toda parte se busca destruir. Amemos a ilha.
Passeios na ilha: subúrbios da calma. En: Obra completa, p. 625-28.

Como as mulheres escolhem os seus homens

Marcelo Carneiro da Cunha, para o Terra Magazine


Deu no New York Times, portanto tem que ser verdade. Falido ou não, o vetusto (adoro essa palavra e não encontrava jeito de usar) órgão da tradicional imprensa escrita não mente em serviço, dizem. Então aqui vai: as mulheres não fazem a menor ideia do que elas querem, desejam ou sentem. Ta lá, impresso e claro: a pesquisadora Meredith Chivers fuçou tanto que comprovou o que os homens em geral e esse aqui em particular vêm afirmando há décadas.


Homens são mais simples do que um protozoário quando o assunto é desejo. Sabem o que querem, do que gostam, e o que falam é exatamente o que sentem. Já as mulheres se comportam mais ou menos tão aleatoriamente quanto um elétron super-aquecido. O que sentem não tem a ver com o que veem, o que falam não tem muito a ver com o que sentem, e o que afirmam pode ser tão objetivo e sincero quanto uma entrevista com o Paulo Maluf. Enfim a verdade comprovada!


O tema era um tanto específico: o que homens e mulheres sentem diante de cenas eróticas. O que os excita, o que não excita, o que dizem e o que realmente sentem. No seu rigor científico, Meredith, digamos, matou a cobra e mostrou o pau. Ou o ligou a eletrodos, ao menos. Ela colocou medidores nos eufemisticamente chamados de órgãos sexuais dos entrevistados e deu a eles blocos de notas, onde eles registravam o que sentiam ao presenciar cenas de sexo entre homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres, e macacos. Sim, macacos. Parece que a nossa pesquisadora além de rigorosa é também esquisitona.


De qualquer maneira, o que o estudo demonstrou? A) que os homens hetero se excitam com cenas entre heteros, e eventualmente mulheres do mesmo sexo. Não sentem nada diante de cenas gays. E os homens gays equivalentemente não dão bola, digamos, para cenas entre heteros. É o que descrevem no bloco de notas corresponde ao que os medidores medem.


B) Já as mulheres? Se excitam aleatoriamente com todas as cenas, e o que descrevem no bloco não corresponde ao que os instrumentos medem. Ou as moças mentem descaradamente, ou não fazem idéia do que o que afinal estão sentindo ao verem dois macaquinhos soltando a franga.
Esse, senhoras e senhores, é o mundo em que vivemos.


O que isso me fez indagar aqui em casa, olhando para o meu dedão e conselheiro foi: se as mulheres fazem tão pouca idéia do que gostam, do que o que sentem, do que desejam, como, afinal como, elas fazem as suas escolhas? Por que uma mulher vai decidir por mim, e não pelo idiota aqui ao lado? Quem me faz acreditar que fui selecionado entre milhares de outros machos Alfa, Beta, Gama, ou Delta pelas minhas muitas qualidades, além do meu nariz de deus grego? Foram os meus muitos anos de estudo, foram as muitas horas na academia, foi o meu senso de humor altamente desenvolvido, ou o meu dedão do pé, como ele sempre sugere? O meu carro com teto solar? Meus genes cuidadosamente selecionados e aprimorados em barris de carvalho?


Como confio desconfiando nas opiniões do meu dedão, fui fazer a coisa certa, consultado uma bela e genial amiga e psicanalista. Ela foi direta e clara: as mulheres escolhem seus homens com base no que eles tenham. O que eles precisam ter define o que essas mulheres são. Simples assim!

Ou seja, para uma certa mulher você precisa ter o uniforme completo do Corinthians e se comportar de acordo com um membro da Gaviões da Fiel! Para outra, basta você ter uma coleção de mestrados e doutorados e uma carreira próspera em universidades americanas. Ou você vai ser escolhido pela sua mãe, ou pela sua coleção de figurinhas de mamíferos ("tão menininho, quem resistiria?"), pela sua tendência a dialogar com o mundo através da filosofia pacifista do jiu-jitsu. Pela sua rebeldia e dificuldade com coisas como emprego e banho.
Ou outros milhares de atributos igualmente aleatórios. Fácil.


Portanto, invista em tudo. Seja tão diversificado quanto um Da Vinci contemporâneo, treine seus conhecimentos de inglês e leia a Caras, compre um patinete e vista gravata, atire em todas as direções, já que não existe qualquer método humano para você compreender o processo seletivo de sua musa idolatrada salve salve.


E, em especial, me sugere meu dedão, arrume uma barriga de tanquinho, autêntica ou importada. Em uma pesquisa realizada por uma cientista com seu laboratório instalado em diferentes pontos da capital paulista esse foi o único item - prestem atenção, único! - a unir toda a mulherada em torno de ao menos um ideal.


Simples assim, fácil assim, e olho meu dedão com suspeita de que ele possa estar exagerando. Mas justamente nesse instante começa um jogo do Chelsea contra o resto do mundo e meu dedão, como qualquer parte de homem que preste, se perde em devaneios e nunca mais, nunca menos, dá atenção para o que quer que seja, porque o futebol, para nós, não é uma questão de vida ou morte, mas algo muito mais importante do que isso, como todos, todos mesmo, e algumas iluminadas, sabem.


Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe".

Mestre Caco

Em entrevista à Revista Versatille, Caco Barcellos resume em poucas palavras o que penso.
É importante que o jornalista seja um idealista?
Fundamental. Algumas carreiras exigem do profissional essa postura de inquietude, pelo menos, intelectual. Mas acho que o jornalista, assim como os artistas, músicos, poetas, precisa ter o desejo de mudança. Mesmo se as coisas estiverem andando bem, por que não melhorá-las, ainda mais em uma sociedade injusta como a nossa? Desejo de mudança é essencial.
Crédito: Camila Dilélio.

24 de fevereiro de 2009

Todo carnaval tem seu fim

Pois é, o Carnaval 2009 chega ao fim. Bom? Ruim? Prefiro não comentar...
Divido com vocês um momento pré-folia, direto da Marquês da Sapucaí, no Rio. Olha eu ali, gente, bem no meio da ala 13 da Salgueiro, no último ensaio técnico da escola de samba. Emoção total!



* Quem enxergou duas loiras, eu sou a da direita, de short escuro, curtinho rsrsrs

20 de fevereiro de 2009

Perspectiva e expectativa

... Duas palavrinhas que casam muito bem. Daqui há pouco falo sobre elas.
O fato é que resolvi atualizar meu blog querido. No momento, estou em Porto Alegre ganhando cuidados de pai e mãe - por sinal, mais do que nunca sei que carinho e atenção dos pais não têm preço! Já pararam pra pensar nisso?
Agora que moro relativamente longe deles vejo nossa relação com outros olhos. Acho que os entendo bem mais, sinto saudade, essas coisas... Só tenho a agradecê-los por tudo a cada dia que passa, pois a cada dia são mais importantes pra mim!
Mas vim aqui pra falar de perspectiva e expectativa, afinal, sem essa dupla o barco desanda (ou afunda!). Dias atrás, essas palavras surgiram em minha cabeça, e parei pra pensar o quanto são bonitas e quão grandes são seus significados.
No dicionário virtual Michaelis, a primeira traduz "esperança ou receio de uma coisa provável, mas ainda afastada". A segunda tem por significado a probabilidade, "estado de quem espera um bem que se deseja e cuja realização se julga provável".
Quando digo que "o barco desanda" sem elas, acredite, o barco (nós) não vai a lugar nenhum sem esse casamento. Esta é mais uma reflexão minha sobre palavras simples que valem muito. Conjuntos de letras que devem ser empregados em nosso dia a dia... E sabe como? Não perdendo a fé nem a esperança. Acreditando e pensando positivo para que tudo que você queira venha até você.
Eu sei, parece o livro O Segredo, mas escrevo porque afirmo que as pessoas não sabem (ou não acreditam) na força do pensamento e no poder que exercem sobre ele. Na verdade, falta também acreditar em si próprio e na capacidade de conquista. Você não concorda?

Por fim, passei pra dizer que, neste momento de minha vida, perspectiva e expectativa estão presentes, fortes e valem o dobro! Namastê :)

25 de junho de 2008

Páginas em branco AGAIN!

Eu seeei que não é legal deixar o Páginas em branco, mas realmente o tempo tá curto e eu ando muito cansada. Quando estou em casa, ou tô estudando, ou tô dormindo. Nem as fotos do show da Joss eu postei, que vergonha. A boa novidade é que eu tenho milhões de coisas novas e legais pra colocar aqui. A má notícia é que eu não sei quando isso vai acontecer =( Sorry!

Putz, ainda fiquei pensando: "esse tempo que tô aqui escrevendo poderia aproveitar para postar algo..." ehehe faz parte!!! Beijos

19 de junho de 2008

Show da Joss Stone em Porto Alegre

NESTA SEXTA COLOCO AS FOTOS!!!

Vestido preto brilhoso, pés descalços e uma xícara de chá na mão. O estilo "clássico-teen" da britânica Joss Stone esquentou o povo gaúcho nessa noite fria de quinta-feira (5 graus na Capital). As músicas de grande sucesso ficaram entre as cinco primeiras do repertório. As outras, menos conhecidas, mas muito boas, mostraram o ar angelical e ao mesmo tempo glamuroso da cantora. Ok, chega de adjetivos. Continuarei contando um pouquinho do que vi.

Joss Stone não era a única celebridade mundialmente famosa no local. Posso até dizer que ela dividiu o palco com nada mais nada menos que... Ronaldinho Gaúcho! Ele ficou em um camarote em frente ao palco. Sou suspeita pra falar porque EU A-D-O-R-O o cara. Pra mim, foi dose dupla de realização: Joss Stone + Ronaldinho Gaúcho = não tem preço!

Lá pelo meio do show, pra descontrair e levar a galera ao delírio, a cantora resolve levantar a bandeira do Inter. Pra não tomar partido, ou melhor, não ter time definido, a bandeira do Grêmio veio logo em seguida - para a minha alegria, é claro =)

Fico imaginando a Joss daqui há alguns anos. Ela é muito novinha e já é uma profissional. Arrasa. Acredito que Joss vá ser uma dessas cantoras que nasceram pra ficar e fazer sucesso até os 60 anos de idade. Legal mesmo.

Tá gente, passei rapidinho pra dividir a alegria com vocês. Ah, a musa pop soltou umas palavrinhas em português: "gremista?", "colorado?", "muito obrigada". Bem meiga ela. Fora a emoção da hora, o que estragou foram os casais na minha volta. Nunca vi tanto parzinho romântico. E quando Joss cantava aquelas músicas ultra lentas, românticas...eu queria cortar meus pulsos! ahaha

8 de junho de 2008

Bobby e Kiko - duplinha do barulho

Olá pessoas, não tenho tido tempo pra postar. Por enquanto, olhem o que meus santos cachorrinhos aprontam!! ehehe

31 de maio de 2008

Você pensa de forma organizada?

Vigiar os pensamentos pode te ajudar em diversas situações (por Gisela Kassoy)

Andar, pensar, cruzar os braços são manifestações humanas que nos parecem absolutamente naturais. Entretanto, elas são fruto de um aprendizado inconsciente. Já reparou como algumas crianças andam igualzinho ao seu pai ou mãe?

Algumas pessoas adquiriram um jeito de andar que geram problemas de postura. Da mesma forma, algumas pessoas possuem um jeito de pensar que pode não ser o mais eficaz na tomada de decisões ou na geração de idéias. Exemplos? Você já participou de processos decisórios no qual alguém está usando sua criatividade e sua capacidade de articular para fazer valer o seu ponto de vista em vez de considerar outras alternativas?

E já participou de debates infindáveis sobre a causa de um problema que claramente tem várias causas? O Prof. Edward de Bono, considerado um dos maiores especialistas mundiais no Uso Produtivo do Pensamento, costuma comparar a nossa inteligência a um automóvel - ou seja, um instrumento, um potencial a ser trabalhado.

Por outro lado, nosso pensamento equivale à forma como conduzimos este automóvel, portanto a uma habilidade. Isto significa que pessoas altamente inteligentes são capazes de cometer "barbeiragens mentais", isto é, usar sua inteligência para argumentar, provar que não vai dar certo (em vez de enfrentar um desafio) ou podar idéias.

Reflita sobre esta história; "Imagine uma jovem no dia de seu casamento. Ela deveria ter acordado sentindo-se feliz, romântica e cheia de sonhos. Entretanto, nossa heroína acorda com uma forte impressão de que está em vias de fazer uma grande besteira. Uma voz interna clama "não quero mais". E agora? Como nossa heroína vai decidir este impasse?"

Há várias formas de ela conduzir o seu pensamento, e as mais evidentes seriam: Se ela pensar nas consequências a curto prazo ou no ponto de vista dos outros, ela se casará.
Se ela pensar nas consequências a longo prazo ou se confrontar seu casamento com seus objetivos, talvez não se case.

Talvez seus objetivos devam ser avaliados em função de suas prioridades. Se pensar em alternativas, pode resolver se casar mais tarde ou negociar com seu noivo as questões que a preocupam.

Se ela pensar nos fatores que fizeram com que ela acordasse insegura, pode chegar a conclusão de que seu receio é muito natural, tendo em vista o passo que ela está dando.

No que essa noivinha pode nos ajudar? Pense em alguma decisão que você já tomou...Que direcionamento deu ao seu pensamento? Você pode inclusive ter apenas reagido à situação, sem ter dado nenhum direcionamento específico. Imagine qual teria sido a sua decisão caso tivesse conscientemente ordenado o seu pensamento (ex. Vou primeiro pensar nos fatores, depois nas consequências, etc).

Experimente agora uma situação sobre a qual ainda não decidiu. Crie um roteiro para o seu pensamento. Siga este roteiro. Ajudou? Pense nisso.

28 de maio de 2008

Por um cabelo feliz - parte II


Faço luzes desde os meus 13 anos. Até o ano passado eu pensava que não havia nada mais eficaz que a tradicional toca. Engano total. Os papelotes, além de mais rápidos e menos doloridos, danificam menos os cabelos e dão outro visual nas mechas. As tocas são usadas para quem tem cabelo curto ou chanel, sendo impossível separá-lo com papéis específicos para luzes. Portanto, vale à pena inovar o método.
Quem faz luzes muito seguido (digamos, de dois em dois meses) nota consideravelmente que o cabelo resseca e aumenta de volume. Cabelos com reflexo tendem a ficar mais sensíveis e quebradiços. Normal né, com tanto produto químico na cabeça, qual o cabelo que agüenta? Acontece que a escama abre todinha. Sabe aquele desenho que aparece no verso do shampoo, que mostra o cabelo cheio de "espinhos", e no outro aparece lisinho? É assim que funciona. O cabelo fica "aberto", sem proteção nenhuma. Perde a forma, fica duro. Você? Fica igual à cantora Maria Bethânia.
Para mudar isso, dê um espaço maior entre os retoques das luzes. Agüente aqueles três dedos de cabelo preto aparecendo*. crie o hábito de usar o reparador de pontas (o santo silicone), mas por favor, apenas nas pontas!!! A quantidade que indico para cabelos curtos é a do tamanho de uma moeda de um centavo. Para cabelos com tamanho médio a longo, tenha como base uma moeda de cinco centavos. Se passar disso vira meleca! O silicone ajuda a diminuir a sensação de "cabelo-duro-sem-forma-e-sem-brilho".
Para acabar de vez com o problema, além de fazer hidratação - já ouviu falar na escova inteligente? - no salão ou até mesmo em casa (as instantâneas, aquelas que você compra em farmácia, quando feitas semanalmente, ajudam sim!), você não pode esquecer que cortar as pontinhas de vez em quando é um santo remédio.

*Ah, não esquenta com a raíz escura. Os três dedos "sem cor" são moda há muito tempo e ninguém sabe.

26 de maio de 2008

Autor desconhecido

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

24 de maio de 2008

Por um cabelo feliz - parte I


Tudo o que sei sobre cabelos, inclusive os meus, vou contar pra vocês. Uma história antiga de amor e rebeldia. O resultado, graças a Deus, é o de um final feliz.
Meus cabelos ondulados, meio frizados e pouco cacheados (um verdadeiro mix) me obrigaram a dedicar parte do meu tempo, do dinheiro e da paciência para entrar em um entendimento definitivo com as minhas madeixas. Os cabeleireiros nunca deram boas explicações para minhas dúvidas. Até porque, cada um dizia uma coisa. 15% do que entendo vem das revistas. As folhadas básicas nos salões e em consultórios renderam algumas descobertas. Os rótulos nunca me foram confiáveis o suficiente. Como diz uma amiga 'a fórmula é sempre a mesma, só muda o cheiro e a embalagem'. Por incrível que pareça, muito já observei os cabelos das minhas amigas, além de ouvir atentamente, por exemplo, declarações frustradas de cremes que não deram certo. Fui ligando os fatos e testando no meu 'hair' tudo que lia e ouvia, com cuidado, é claro.
Shampoo novo, creme pra pentear específico, silicone com vitaminas, mousse modelador, máscara de tratamento instantâneo... um estoque de produtos! Há anos o meu vício são as prateleiras das farmácias e a corrida até o supermercado pra ver qual é a novidade do mês. Como em tudo na vida, você precisa se dedicar para obter uma recompensa. Hoje estou mais sossegada, meu cabelo também. Não 100%, mas ele já me agradece pela boa vontade de tratá-lo bem.
Pode ser que você discorde do meu conhecimento, pode ser que concorde ou apenas reflita. O que importa é que fique ligada no que vem a seguir.
Então leitora, se você tem uma história parecida, quer dar a sua dica ou ficou com dúvidas, escreve pra mim!

Vodu High Tech



É cada uma que inventam! Estudantes da Universidade de Nova York criaram uma versão moderna dos bonecos de vodu. Ao ser furado ele manda e-mails, mensagens de texto ou ligações malcriadas para sua vítima. Convém não abusar de seus “poderes”. Se o número de espetos for exagerado, o boneco tira foto do dono e a envia para o seu desafeto.
Fonte: Revista Istoé

22 de maio de 2008

Pura ALEGRÍA




Nada de leões e mágicas. O evento, por si só, é mágico. Não dá pra ter noção até ver de perto. Sabe do que eu tô falando? O Circo do Soleil, que chegou este mês em Porto Alegre é, realmente, de outro planeta. Primeiro porque ao entrar no picadeiro - que nem parece com um - você se sente em um lugar bem distante, em outro país. O palco parece estar em outra dimensão. É uma viagem mesmo!

A voz da cantora Branca (The White Singer) é a trilha do espetáculo. Ela transforma a história em canções, tristes e alegres. O show de luzes e o glamour dos artistas...não tem como explicar! Durante as apresentações, eu tentava enxergar os rostos dos artistas, na maioria das vezes mascarados ou bem maquiados. Me perguntava de onde vinham, como viviam, quantas horas por dia trabalhavam e como se comunicavam, já que a equipe é formada por gente do mundo inteiro.

Essas curiosidades loucas passam pela cabeça, aliás, passou TUDO pela minha cabeça. A gente se imagina lá no palco, fazendo (tentando fazer né) as acrobacias, as danças, os contorcionismos e as palhaçadas. Por falar nisso, a performance cômica dos caras é a mais perfeita que existe. Além de serem super engraçados, a interação com a platéia deixa o número muito mais interessante.
Ao meu lado tinha uma senhora com um balde de pipoca e um binóculo (não precisa disso, de todos os ângulos é possível enxergar bem os movimentos dos artistas). Morta de fome, fiquei iamginando que bom seria se eu conseguisse pegar pelo menos uma pipoquinha enquanto ela estivesse assistindo as atrações. Mas pra minha infelicidade, nem tentei!

No mais, galerinha, digo que o Circo du Soleil chegou a Porto Alegre com muita, mas muita ALEGRIA! Pra quem espera ver um circo de verdade, garanto que é mais do que isso. Apesar da pipoca custar R$ 13, o refri R$ 4 e o Mentos R$ 3, valeu à pena cada centavo que gastei. Não sei se ainda há entrada pra estudantes (pagam meia!), mas sugiro que não percam o espetáculo. Oportunidade única!
* Curiosidade: O palhaço é brasileiro (de São Paulo). O nome dele é Marcos Casuo.
Saiba tudo sobre o espetáculo Alegría
Pra saber mais do casting do Cirque du Soleil, acessa aqui

11 de maio de 2008

Páginas em branco

Oi povo! Prometo que vou arrumar tempo pra postar no blog. Enquanto isso, deixo a dica: passa lá no site do Kzuka e dá uma olhada na reportagem das Mães Precoces. Beijos e boa semana pra todos. Fuuui :)

5 de maio de 2008

@cesse.com

Então tá minha gente. Tô passando rapidinho pra postar alguns links que acho nota 10! Não deixem de acessar:

http://www.befunky.com
http://www.photoshop.com/express
http://www.seeqpod.com/music


Aproveitem e divirtam-se :)

4 de maio de 2008

Vídeos do Rio

Finalmente consegui terminar o clip da viagem. Rio - O retorno está aí pra vocês assistirem. Logo abaixo tem um outro videozinho que mostra um momento engraçado na beira da praia. Aproveito pra mandar um beijão pras gurias de Fortaleza, as minhas maninhas Luana e Rafaella.



Os 100 melhores filmes de todos os tempos

Todo ano a AFI (American Film Institute) realiza pesquisas sobre cinema, sempre em temas variados no assunto. Após a pesquisa, todos ficam sabendo sobre os 100 filmes mais escolhidos. Dá uma olhada nos primeiros e últimos 20 longas metragens eleitos "Os Melhores Filmes de Todos os Tempos". Acho que não assisti nem à metade. Se o seu preferido estiver na lista, conta um pouco da história pra gente!

Os 20 primeiros colocados
001 Cidadão Kane (1941)
002 O Poderoso Chefão (1972)
003 Casablanca (1942)
004 Touro Indomável (1980)
005 Cantando na Chuva (1952)
006 ...E o Vento Levou (1939)
007 Lawrence da Arábia (1962)
008 A Lista de Schindler (1993)
009 Um Corpo Que Cai (1958)
010 O Mágico de Oz (1939)
011 Luzes da Cidade (1931)
012 Rastros de Ódio (1956)
013 Guerra nas Estrelas (1) (1977)
014 Psicose (1960)
015 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
016 Crepúsculo dos Deuses (1950)
017 A Primeira Noite de um Homem (1967)
018 A General (1927)
019 Sindicato de Ladrões (1954)
020 A Felicidade Não Se Compra (1946)

Os 20 últimos
081 Spartacus (1960)
082 Aurora (1927)
083 Titanic (1997)
084 Sem Destino (1969)
085 Uma Noite Na Ópera (1935)
086 Platoon (1986)
087 Doze Homens e Uma Sentença (1957)
088 Levada da Breca (1938)
089 O Sexto Sentido (1999)
090 Ritmo Louco (1936)
091 A Escolha de Sofia (1982)
092 Os Bons Companheiros (1990)
093 Operação França (1971)
094 Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994)
095 A Última Sessão de Cinema (1971)
096 Faça a Coisa Certa (1989)
097 Blade Runner - O Caçador de Androides (1982)
098 A Canção da Vitória (1942)
099 Toy Story (1995)
100 Ben-Hur (1959)